sábado, 16 de abril de 2011

Fascículo 2

Questões sobre Avaliação
















Atividades Fascículo 1
























O material completo pode ser encontrado no site do MEC, Pró-Letramento Alfabetização e Linguagem.

Caderno viajante



O objetivo do caderno viajante é registrar os encontros. Ao final de cada encontro uma cursista leva o caderno e faz o relatório.

A Margarida Friorenta - Fernanda Lopes de Almeida


Era uma vez uma Margarida num jardim.
     Quando ficou de noite, a Margarida começou a tremer.
      Aí, passou a Borboleta Azul.
      A Borboleta parou de voar.
    - Por que você está tremendo?
    - Frio!
    - Oh! É horrível ficar com frio! E logo numa noite tão escura!
    A Margarida deu uma espiada na noite.
   E se encolheu nas suas folhas.         
   A Borboleta teve uma idéia:
  - Espere um pouco!
   E voou para o quarto da Ana Maria.
   _ Psiu! Acorde!
   - An! É você, Borboleta? Como vai?
   - Eu vou bem. Mas a Margarida vai mal.
   - O que é que ela tem?
   - Frio, coitada!
   - Então já sei o remédio. É trazer a Margarida pro meu quarto!
   - Vou trazer já!
   A Borboleta pediu ao cachorro Moleque:
   - Você leva esse vaso pro quarto da Ana Maria?
   Moleque era muito inteligente.
   E levou o vaso muito bem.
   Ana Maria abriu a porta para eles.
   E deu um biscoito ao moleque.
   A Margarida ficou na mesa de cabeceira.
   Ana Maria se deitou.
   Mas ouviu um barulhinho.
   Era o vaso balançando.
   A Margarida estava tremendo.
  - Que é isso?
   - Frio!
   -Ainda? Então já sei! Vou arranjar um casaquinho pra você.
   Ana Maria tirou o casaquinho da boneca.
   Porque a boneca não estava com frio nenhum.
   E vestou o casaquinho na Margarida.
   - Agora você está bem. Durma e sonhe com os anjos.
   Mas quem sonhou com os anjos foi Ana Maria.
   A Margarida continuou a tremer.
   Ana Maria acordou com o barulhinho.
   - Outra vez? Então já sei. Vou arranjar uma casa pra você!
   E Ana Maria arranjou uma casa para a Margarida.
    Mas quando ia adormecendo ouviu outro barulhinho.
   Era a Margarida tremendo.
    Então Ana Maria descobriu tudo.
   Foi lá e deu um beijo na Margarida.
   A Margarida parou de tremer.
   E dormiram muito bem a noite toda.
   No dia seguinte Ana Maria disse para a Borboleta Azul:
   _ Sabe, Borboleta? O frio da Margarida não era frio de casaco não!
   E a Borboleta respondeu:
   _ Ah! Entendi!

Livro: Gente que mora dentro da gente


Na escola, o livro pode levantar discussões, despertar emoções e trabalhar os relacionamentos entre as pessoas. Atualmente vivemos num mundo de violências em que as próprias crianças já sofrem as conseqüências não podendo brincar livremente e andando assustadas. Conversar sobre o respeito ao outro e a importância da solidariedade pode ajudar a superar a violência e construir um mundo melhor. É um livro que fala de sentimentos e nos faz pensar em tudo que está ao nosso redor.

Antes de contar a história, explore o título. As crianças que já escrevem podem listar quem mora no seu coração e o porquê. Para as que ainda estão em fase de alfabetização pode ser feita uma lista coletiva com nomes mais gerais tipo pai, mãe, irmãos...
Conte a história e explore as imagens: em que elas se relacionam com o texto, o que despertam...
Falar sobre as emoções sempre é bom. Pode ajudar a turma a se conhecer melhor e histórias importantes das vidas das crianças podem chegar até o professor.
Dependendo da faixa etária, várias palavras no texto serão desconhecidas das crianças (raças, ancestrais, cidadão, etiqueta...). O significado pode ser descoberto no contexto da história e o dicionário também pode ser usado para tirar dúvidas e formular ou esclarecer conceitos.
Após a leitura e exploração do livro, as crianças podem desenhar a partir de certas passagens da história ou a partir das discussões e sentimentos que o livro despertou.
A reescrita da história pode produzir bons textos e desenvolver a habilidade de escrita em várias faixa-etárias.
A história também pode servir de fonte de inspiração para outras histórias: incentive seus alunos e ajude-os a desenvolver a criatividade com sugestões e idéias.
É importante lembrar que nada disso será interessante se o próprio mediador não se encantar com a história. Afinal, como despertar o prazer da leitura se você não o sente?